«Confusão é uma palavra que inventámos para descrever uma ordem que não compreendemos»
Henry Miller, Interlúdio, Trópico de Capricórnio.
morre-se-nos o vento na cara de tanto esperar
por uma dor menor
alumiámos as frágeis esperanças
com fugidias lembranças
desta feita
escrevemos em círculos na areia os desejos de mar
e prosseguimos os sonhos dos nossos pais que
seguiram os sonhos dos nossos avós
trazendo a história na bagagem
que nada nos serve
pois passado é um futuro que já foi
à lembrança dos nossos avós não devemos nada
senão o peso do agora e as
convicções violadas
por isso morre-se-nos o vento na cara
e as expectativas na praia
e nada - nem ninguém - nos grita algo para nos salvar
Henry Miller, Interlúdio, Trópico de Capricórnio.
morre-se-nos o vento na cara de tanto esperar
por uma dor menor
alumiámos as frágeis esperanças
com fugidias lembranças
desta feita
escrevemos em círculos na areia os desejos de mar
e prosseguimos os sonhos dos nossos pais que
seguiram os sonhos dos nossos avós
trazendo a história na bagagem
que nada nos serve
pois passado é um futuro que já foi
à lembrança dos nossos avós não devemos nada
senão o peso do agora e as
convicções violadas
por isso morre-se-nos o vento na cara
e as expectativas na praia
e nada - nem ninguém - nos grita algo para nos salvar
8 comments:
henrik... que bom que voltaste...;)
pois é, escrevemos em círculos na areia os desejos de mar... e debatendo-nos com o peso do agora e as convicções violadas...
mas sabes,gritar, salva!...
que é a primeira coisa que fazemos quando vimos ao mundo, gritar!...
bons ventos amigo... verás, ainda havemos de passar o cabo das tormentas e transformá-lo no da boa esperança... navegar é um bom destino...;)
Ok. Mas, ainda assim, a cola do passado pode ajudar uma identidade criativa do presente. OU não?
:))))
Possivelmente. Não é isso que ponho em causa mas antes o legado que nos é imposto e de que pouco ou nada nos liberta. E a sensação que fica é que estamos sempre a construir a inventar e a improvisar e nesse sentido o passado é somente isso pretérito, passou. Não sei em que medida o passado influi no meu presente apenas sei o que o que faço acho-o bom ou mau no momento que o faço e nada mais. Para contrariar isso teria que conhecer o encadeamento físico de milhões de acontecimentos e isso sim é uma ficção.
:)))
gosto de passar por ca para ler...ja tinha saudades
beijinhos
Meu caro um grande abraço e tenha um bom Fim-de-semana.
Estranho termos tanto medo dessas convicções que nem são verdadeiramente nossas. Talvez o mais certo a fazer é se jogar, nadar na praia!!!
E se não houver mesmo ninguém para gritar, que se dane, a água do mar nos cairá bem.
Beijo no seu coração!!
ai ai....
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