13 de Ago de 2009

o sangue ordenado (NOVO BLOG)

Ora faça-se o favor de mudar de carruagem para a Desordem do Sangue

17 de Jul de 2009

é com deleite que anuncio a morte deste blogue.
Ah que dramático! tão shakespeariano, que horror!
Ligeiramente correcto!
com a lagriminha no cantorecanto do olho constato que: nasceu, cresceu (minha nossa!) também morreu!
a nova era do SLB exige...não, enganei-me no manifesto...proletários do mundo, uni-vos...(conhecida no mundo suterrânio - não confundir com subterrâneo - como piada seca, i.e., introduz-se uma caricatura ah e tal o SLB...e depois afinfa-se-lhe - afinfalhar é um verbo que me apraz muito, eu cá afinfalho sempre que posso - com uma alusão literária...é de mau gosto e abomino quem o faz...)
pois bem...disse-o na abertura do monólogo...este blogue morreu. Causa de Morte? deixo ao vosso critério e até aceito sugestões...

posto isto: novo blogue será criado. formato a definir. talvez use este estilo conciso. faxista (de fax). em breve, num cinema perto de si...
voltei as costas às palavras\
mas elas não me voltaram as costas a mim.

29 de Mai de 2009

HIATO

este blogue entrou num HIATO que se prolongará até meados de Julho no mínimo.
voltarei, contudo, e aproveitarei para efectuar mudanças neste espaço.
Obrigado a todos os que vão acompanhando este sítio e como diria o Governador da Califórnia «I'll be back».
Beijos e Abraços a todos.


P.S. S&L vi e comentei e rimando adorei ;)
Saulus don't fear my child big brother is watching you.

16 de Abr de 2009

Interlúdios II: A Circularidade do Círculo (reloaded)

Sobre a lama revoltado rebolei
numa ânsia desesperante de sentir a terra nos lábios
onde o húmus se torna fértil
e onde as respostas se encontram na ponta de um silêncio

Sob o jugo feroz da luz me calei
pois a escuridão também é necessária ao prazer
infiltrei-me onde nós estávamos
para melhor nos sentir
e encontrei-me rebolado na lama
onde ansiosamente desesperado me revoltava

6 de Abr de 2009

interlúdios

olho para a sua face carregada de mistério
como quem assiste ao fenómeno imprevisível do amor
a vaga sensação de calor que me percorre
enche-me de coragem
digo disparates como quem diz certezas
sinto o vento deslizar-lhe sobre a pele e observo-a como se não houvesse notado nada mantenho-me em silêncio
ela pergunta: o que tens
respondo
nada
mas aquele nada é um tudo que me envolve em mantos de suavidade
e sinto-me com a presença do universo na minha alma
calo-me
e sob o silêncio mais um sol se põe
levanto então meus olhos de sua pele tingida pelo sol
e digo-lhe tudo o que se pode dizer
observamo-nos em silêncio e sem uma palavra proferimos todos os discursos
anoitece
e na noite
recôndito em meu quarto
peço-lhe um beijo e espero por uma resposta ansioso pelo amanhã

20 de Mar de 2009

Opiniões, Mr. Zuckerman

Philip Roth, provavelmente o melhor escritor da actualidade, no seu magistral 'A Mancha Humana', tem a seguinte tirada posta na boca de Ernestine, irmã de Coleman Silk, enquanto falava com Nathan Zuckerman após a morte de seu irmão: «No tempo dos meus pais, e até em boa parte no seu e no meu, costumava ser a pessoa que ficava aquém. Agora é a disciplina. É muito difícil ler os clássicos; logo a culpa é dos clássicos. Hoje o estudante faz valer a sua incapacidade como um privilégio. Eu não consigo aprender com isto, portanto alguma coisa está errada nisto. E há especialmente alguma coisa errada no mau professor que quer ensinar tal matéria. Deixou de haver critérios, Mr. Zuckerman, para só haver opiniões.»

Não diria melhor.